Indagações em sala de aula
“Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas.” Quem nunca ouviu essa frase que faz parte da vinheta do Canal Futura? De acordo com o método dialético de Sócrates (técnica de perguntar, responder e refutar) ”ensinar é perguntar” e neste sentido é necessário uma reflexão sobre o papel da pergunta em sala de aula:
“[...] é importante definir quais são os objetivos da pergunta e, que ao serem questionados, os alunos se vêem frente a frente com o próprio conhecimento, o que deve levá-los a querer aprender mais ou experimentar novas abordagens do tema. Perguntas podem ajudar o estudante a saltar da informação factual para a análise, a organizar o pensamento e a observar como o professor constrói conhecimento. Justamente por isso ela deve permitir que o jovem use suas próprias palavras para expressar uma visão particular do assunto em foco. Só assim é possível efetivamente compreender o objeto de estudo ao invés de ficar-se simplesmente repetindo o que o professor recitou [...]” (Saber Perguntar).
A proposta de atividades do Módulo III da formação para professores/UCA apresenta a ideia de alguns autores sobre o assunto:
- “A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores”. ( Jean Piaget)
- “Um dos desafios é a questão da dúvida, a dúvida como princípio do conhecimento, o que abre espaço para a incerteza e o desafio.” (Sandra Pesavento)
- “Quando o aprendiz é desafiado a questionar, (…) quando lhe é permitido formular questões que tenham significação para ele, (…) passa a desenvolver a competência para formular e equacionar problemas”. (Léa Fagundes)
- “Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino”. (Paulo Freire)
- “Aceitar, ou se fazer, uma pergunta significa mergulhar em busca de respostas”. (Maturana e Varela)
- “A educação deve favorecer a aptidão natural da mente em formular e resolver problemas essenciais e, de forma correlata, estimular o uso total da inteligência geral. Este uso total pede o livre exercício da curiosidade, a faculdade expandida e a mais viva durante a infância e a adolescência, que com freqüência a instrução extingue (…) “. (Edgar Morin)
Após a leitura destas frases podemos perceber o conceito central de todos: não devemos apresentar o conhecimento como algo pronto e acabado e ao contrário levar para a sala de aula a dúvida muito mais que a certeza. Acredito que estes autores foram selecionados (para iniciar o módulo III da formação UCA) para nossa reflexão na utilização do laptop em sala de aula: Que atividades eu estou desenvolvendo utilizando esta tecnologia? Quais objetivos espero alcançar? As práticas pedagógicas utilizadas possibilitaram apenas que o estudante seguisse um roteiro ou que este pudesse questionar e buscar respostas para alguma problemática?
Dica: Também podemos aproveitar dos momentos em que os estudantes é que formulam perguntas para enriquecer nossa aula, como citado neste artigo: As perguntas dos estudantes e seus desdobramentos no discurso da sala de aula de ciências
Fonte da Imagem: Can Stock Foto

03. jun, 2011 





























































Oi Ana,
gostei da ênfase que você deu ao fato de que nós, professores, também devemos considrar e valorizar a perguntas de nossos alunos. As perguntas são o “combustível” do conhecimento, não é mesmo? Ao elaborar um questionamento, o aluno está lançando mão de suas concepçoes acerca do mundo, está refletindo, está criando.
Abçs
Régia