A com-vida e a participação política
Meu post de hoje, é destinado principalmente aos jovens que não querem nem ouvir falar de política. Se você é professor, vale a pena provocar essa discussão em sala de aula.
Não podemos generalizar, mas a maioria da juventude quer passar longe da política. Talvez pela quantidade de escândalos vinculados a corrupção política divulgados na mídia.
Porém, penso que só podemos afirmar que gostamos ou não de determinado tema ou assunto, quando o conhecemos.
Dentre as definições do dicionário Aurélio para a política estão:
Ciência do governo dos povos./Direção de um Estado e determinação das formas de sua organização./Conjunto dos negócios de Estado, maneira de os conduzir.
Dessa forma, podemos resumir esse conjunto de definições em “relacionamento com a sociedade.”
Esse relacionamento pode ser familar, com colegas da escola, com vizinhos, etc. Independente de nossas opiniões serem parecidas ou divergentes, elas não precisam ser iguais, bastatermos uma relação repeitosa.
A política está no seu dia-a-dia e você nem sabe disso. Por exemplo, quando você jovem tenta negociar com seus pais ou filho a autorização de ida a uma festa ou você professor negocia a de compra de um bem. Nem sempre as vontades das partes são iguais, com isso negocia-se para que ambos saiam satisfeitos, isso é ação política.
A ação política, portanto, pode ser definida como a interferência na realidade e a busca de caminhos para garantia e efetividade dos direitos.
O que acontece a nível de governo, é que para facilitar a comunicação e a organização do país, resolveu-se institucionalizar a questão. Assim, nós escolhemos nossos representantes e eles toma as decisões por nós.
O problema é que esse político escolhido nem sempre ouve a população que o elegeu, portanto, essa não se sente representadanos sentimos representados. Vale destacar que a falha não é somente do escolhido mas também nossa, pois, se os escolhemos, nós temos o dever de controlar e acompanhar as decisões.
Outro ponto é que nem sempre a democracia é adequada. Algumas decisões tem que necessariamente ser inividual, como por exemplo, numa tomada de decisão de urgência.
Veja a imagem da postagem. O que você acha?
A escolha de um representante é somente um dos vários exemplos de exercícios políticos que devemos ter.
Um sujeito ativo politicamente não espera que terceiros decidam os rumos sociais. Ele se mobiliza e se une a outros para intervir nas questões relacionadas à vida da sua comunidade, da sua cidade ou país.
Na escola um bom espaço de tomada de decisões é a Com-Vida – Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida.
Nessa comissão, os estudantes, professores, representantes da comunidade que desejam desenvolver atividades para a melhoria da sua escola e de sua comunidade, se reúnem para discutir os problemas, planejar e executar ações de intervenção.
É por issso que a participação política é importante. Na escola ela é o poder que os membros da comunidade escolar possuem para mudar a realidade.
Para que os estudantes queiram fazer parte da com-vida, se faz necessário antes de qualquer coisa que saibam a importância deste espaço . É preciso, um trabalho de resgate sobre o que é política e participação, informando-os sobre os direitos e deveres de cada um.
A participação só vai acontecer quando tod@s estiverem conscientes do seu papel de autor e criador da sua própria história.
Lembre-se: fazer da participação política uma prática comum não é fácil, aliás, dá muito trabalho, porém, a transformação não vem só do Estado. A transformação também vem da sociedade.

12. mar, 2011 





























































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