O Sol: herói ou vilão
Em junho de 2010 a Revista Veja lançou a Edição Especial Veja Mulher, dentre as reportagens uma se destaca: “O Sol, de herói… a vilão“.


1967 2010
Foto 1: Só o biquíni grandão protegia o corpo – os óculos, o chapelão e o guarda-sol eram postos de lado porque o bonito e saudável era ter a pele bronzeada.
Foto 2: Os biquínis diminuíram, mas a pele exposta ao sol vive besuntada de bronzeadores e protetores. Chapéu e óculos escuros são compulsórios.
“A valorização do bronzeamento é histórica no Brasil. Quem está mais bronzeada é mais interessante, bonita e jovem“, afirma a dermatologista Denise Steiner.
A citação da dermatologista resume o início da reportagem, que descreve de maneira contextualizada o avanço histórico do bronzeamento.
Esse trecho pode ser utilizado em sala de aula, de maneira interdisciplinar, demonstrando aos estudantes que a razão para muitos comportamentos, atitudes e ações da nossa sociedade, bem como do ser humano, está pautada em um tempo, ou melhor em um determinado momento histórico.
“O aumento dos problemas de pele coincidiu com a explosão de filtros solares capazes de servir de escudo contra os raios ultravioleta do tipo B, emitidos entre 10 e 16 horas, mas também os do tipo A, que brilham durante todo o dia. A proteção, no entanto, descobriram os pesquisadores, não basta – mesmo com fatores de proteção 100.”
Os estudantes são facilmente bombardeados pelo markenting e pela publicidade dos filtros solares, que costumeiramente afirmam segurança para aqueles que usam os filtros com alto fator de proteção. É preciso lembrá-los que mesmo usando filtros solares é necessário evitar os horários de maior incidência dos raios solares.
Quando uma pessoa se expõe muito ao sol, o DNA das células da pele sofre várias lesões. Ocorrem tantas feridas, microscópicas, que o organismo deflagra o processo de apoptose – uma espécie de suicídio da célula.
A reportagem demonstra a possibilidade de apresentar aos estudantes a genética, como instrumento de pesquisa que favorece a saúde humana.
Enquanto as certezas científicas não aparecem, siga a recomendação médica atual: quinze minutos diários ao sol são apontados como o tempo adequado para a produção da vitamina D. Na pior das hipóteses, dá para ficar com uma corzinha mais saudável e melhorar o humor.
Esse outro ponto do texto pode ser utilizado para estimular a pesquisa, os questionamentos e o senso crítico, já que existem pesquisadores que divergem sobre a nossa exposição ao sol.
#FicaDica
A reportagem na íntegra: O sol, de herói.. a vilão

19. jul, 2010 





























































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