Lâmpadas: uso, consumo e descarte

Sem dúvida Thomas Alva Edison nascido em Milan, Ohio, em 11 de fevereiro de 1847, deu um grande passo quando inventou a primeira lâmpada incandescente, patenteada em 1879. Construída com filamento de carvão muito fino mantido no interior de um bulbo de vidro submetido a vácuo, bem parecida com as lâmpadas incandescentes comercializadas atualmente. A lâmpada incandescente funciona através da passagem da corrente elétrica por um filamento, hoje fabricado com tungstênio, que com o aquecimento em torno de 2700 k (2427ºC) gera a luz. No entanto, boa quantidade de energia utilizada por esse tipo de lâmpada, em torno de 92 %, é transformada em forma de calor.  Somente 8 % da energia é convertida em luz, contudo todo material desse tipo de lâmpada pode ser reciclado.

A lâmpada fluorescente possui um aproveitamento maior da energia elétrica, seu consumo chega a ser 80% menor. Ela aquece menos os ambientes e os  materiais elétricos (como os fios condutores) quando comparada com a lâmpada incandescente. Essa lâmpada também possui uma alta durabilidade e uma excelente reprodução da luz branca, produzida nas lâmpadas incandescentes halogenadas, com temperatura de aproximadamente 4000K.

No entanto, as lâmpadas fluorescentes são constituídas de um tubo de vidro revestido com um pó, geralmente de fósforo e mercúrio, sendo o último, um metal tóxico com alto risco de contaminação. Outros elementos também podem estar presentes como: o cobre, pó fosfórico, vidro e alumínio. Devido a substituição das lâmpadas incandescentes por fluorescentes vem crescendo o número dessas lâmpadas em aterros sanitários sem nenhum tipo de tratamento, consequentemente contaminando o solo e os lençóis freáticos com materiais pesados nas proximidades desses locais.

É importante ressaltar que o material pesado contido nesse tipo lâmpada não é o único problema porque para funcionar a lâmpada fluorescente compacta necessita de um reator. O reator é um dispositivo eletrônico que dá a partida e estabiliza a corrente elétrica ideal para produzir a luminosidade, a ausência ou a falha desse dispositivo implica na queima prematura ou baixa luminosidade, podendo ocasionar o aquecimento dos dispositivos elétricos levando a um curto-circuito. Atualmente esses reatores são fabricados com dispositivos eletrônicos, conforme ilustra a figura entretanto, no Brasil não há postos de coletas ou usinas de reciclagem para esses materiais, e, consequentemente eles também vão parar nos aterros sanitários sem nenhum tratamento.

Outro tipo de lâmpada é a de LEDs (diodos emissores de luz), feita de material semicondutor, semelhante aos de chips  utilizados em computador. Até a pouco tempo era somente usada em pequenos aparelhos mas, começa a tomar força no mercado, pois esse tipo de lâmpada é mais econômica que a fluorescente e mais durável, pode chegar a 100.000 horas de uso ininterrupto (esse número diminui para até 10.000 horas na lâmpada fluorescente), e converte cerca de 40 % da energia elétrica em luminosidade. Essa conversão diminui para 14, 5% nas lâmpadas fluorescentes e ainda mais nas incandescentes (cerca de  8 %).

via Meteopt

O LED é constituído de dois terminais (um catodo e um anodo), um chip semicondutor, fio de ouro, copo refletor e encapsulamento em resina cristal. O mais interessante nas lâmpadas de LEDs é a não utilização de materiais pesados,  quando somados ao fato de que são mais duráveis e econômicas podemos deduzir que impactam menos o ambiente.  Uma boa saída para você que procura viver de maneira sustentável.

via Akari Lâmpadas

Caros professores, esse é um tema que pode ser levado para sala de aula e trabalhado de forma interdisciplinar, envolvendo os assuntos relacionados a corrente elétrica, potência elétrica, energia consumida e impactos ambientais, a escolha de uma simples lâmpada reflete tanto no seu orçamento quanto no meio ambiente. No Referencial Curricular da Educação Básica da Rede Estadual de Ensino/MS para a disciplina de Física os conteúdos apresentados estão dispostos no 2º Bimestre do 3º ano do Ensino Médio.

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Físico Alessandro José Perassoli

email: ajperassoli@gmail.com


Referências:

Portal EmDiv

A evolução da Luz – Planeta Sustentável

Eletrônica.org

Reatores eletromagnéticos

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8 Respostas para “Lâmpadas: uso, consumo e descarte”

  1. As 2 últimas fotos não estão aparecendo.

  2. Obrigado Alex, vamos verificar…

  3. Eu achei esta informação que é relevante ao tópico

    O Conama está se reunindo para discutir esta questão, fique de olho.
    Assunto: Convite para a 7ª Reunião do Grupo de Trabalho sobre Disposição final para Resíduos de Lâmpadas Mercuriais.
    m nome do Coordenador do Grupo de Trabalho sobre Disposição final para Resíduos de Lâmpadas Mercuriais da Câmara Técnica de Saúde, Saneamento Ambiental e Gestão de Resíduos, convido Vossa Senhoria a participar da 7ª Reunião do citado GT, a se realizar nos dias 8 e 9 de junho de 2010, das 09h30 às 18h00, na Sala de CT, Térreo do Ed. Marie Prendi Cruz, W2 Norte, qd. 505, lt. 2, bl. B – Brasília/DF.
    2. Informo que a pauta e documentos da reunião serão disponibilizados até 5 dias antes da data da reunião, conforme art. 28 do Regimento Interno do Conselho, na página do CONAMA na Internet, no endereço abaixo:
    http://www.mma.gov.br/port/conama/reunalt.cfm?cod_reuniao=1297

  4. Realmente Alex é de grande valia. E esperamos que a partir dessa reunião, os resíduos sejam descartados de maneira mais eficiente e inteligente.

  5. Está fantástico!!!!! Ainda por cima eu estou a fazer um trabalho sobre as lâmpadas!!!!! Que bom!!! Já tenho aqui muita informação! Obrigada!!!!!
    Sofia

  6. Este blog devia ser divulgado!!!! Eu adorei! Só o encontrei por causa de uma imagem de uma lÂmpada!!!
    (PS: POR FAVOR RESPONDAM!)

  7. Sofia, que bom que gostou de nosso blog… quanto a divulgação estamos trabalhando nisso, se você puder ajudar, ficamos gratos. =)

  8. eletro-forte 21. jan, 2012 at 16:50

    há alguma equivalência aproximada das lampadas de led para a de filamento? quanto cada led ilumina? muitos clientes me perguntam.